$ob€rania

01-12-2011 14:37

 

Decorreu na passada noite de quarta-feira, o jantar dos conjurados na tradicional reunião dos monárquicos em Portugal, o evento teve como orador principal o “herdeiro da coroa portuguesa”. D. Duarte Nuno de Bragança,discursou acerca do momento vivido em Portugal, como sendo um dos períodos mais críticos de toda a sua história.

Esta situação segundo o “herdeiro da coroa” está a contribuir de forma significativa para a perca de soberania da nação portuguesa, e estabelece uma comparação com outro período conturbado da história, em que as dificuldades financeiras terão provocado a queda da monarquia.

O que Duarte de Bragança afirma a respeito da soberania portuguesa, é uma evidência que qualquer cidadão comum, pode constatar não sendo necessário ter “sangue Azul” nem falar á “sopinha de massa”,para chegar à mesma conclusão do "soberano", já a comparação que o Nuno rebusca na história para comparar, o momento actual, é basicamente um tiro nos pés, nos dele e de todos os monárquicos, pois o que ele afirma é que em tempos idos, as politicas monárquicas conduziram o país ao mesmo estado que as politicas republicanas, logo mantenhamos a república, pois assim temos ao menos a possibilidade (por enquanto) de eleger os nossos representantes.

Existe porém uma verdade inequívoca, no discurso do “rei”, a escolha do feriado de 1º de Dezembro, como um dos a “anular”, é o capitular simbólico da soberania de Portugal, pois ao deixar de considerar o dia da restauração da independência, digno de ser festejado como feriado, diz muito do valor que a nossa independência tem, nos dias que correm para alguns.

Se juntarmos á abolição deste feriado o outro previsto, que não é mais do que o dia 5 de Outubro, em que se comemora a implantação da república portuguesa, então temos a cereja no topo do bolo, e os valores simbólicos, é verdade da nação portuguesa, vão definitivamente para as urtigas, e levam com eles o conceito de soberania.

Nem de propósito tivemos ontem num dos canais televisivos, “o animal de estimação” da Merkel, a entrevista ao Coelho, serviu para este fazer mais uma serie de afirmações, algumas banais de tão evidentes que são, tais como os riscos que a execução do orçamento implica, para o não crescimento da economia (tão evidente, como se um suicida tomar 605-forte, tem 99,9% de probabilidades de conseguir os objectivos que se propõe), outra das novidades que o ilustre, nos trouxe é a eventualidade de serem necessárias, mais medidas de austeridade em 2012. (é que existem condicionalismos a que os animais de estimação estão sujeitos, e sabe-se lá o que vai na cabeça da dona)

Confesso não estava á espera de outro tipo de discurso, por parte do Pedro, se bem que gostaria de saber o que pensa (se é que pensa), acerca do que deverá ser o futuro da Europa e qual a sua opinião (se é que tem opinião) acerca do federalismo que o eixo franco-alemão se prepara para impor de forma unilateral aos restantes membros. Pois quando se discute soberania dos estados, se quisermos ser honestos é sobre o sistema federal, e os condicionalismos económicos que este acarreta, para os orçamentos dos estados membros, que devemos discutir. A posição da Alemanha e da França, é conhecida e a emissão dos tais eurobonds, que muitos referem como essenciais, para acalmar os mercados, só será aceite por estes dois países, se for redigido novo tratado, á sua medida e que estipule entre outras medidas, a aprovação prévia dos orçamentos dos restantes parceiros.

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