Lixo Tóxico

24-11-2011 21:10

 

Apesar de todos os cortes nos apoios sociais, da aplicação de medidas para além do exigido pelo memorando da troika, dos cortes de subsídios de férias e natal, do corte previsto em sede de deduções fiscais, de despesas referentes á saúde, como da educação, da subida do IVA em bens tão fundamentais como a electricidade, apesar de tudo isto eis que os índices de popularidade do principal partido da coligação que forma o governo, têm subido.

No meu ponto de vista, isto pode ser o resultado de uma de duas circunstâncias, ou as pessoas inquiridas, eram na sua maioria portadores síndrome de submissão, e nesta perspectiva obtêm algum prazer inerente á sua condição masoquista, e neste caso quem realizou a tal “sondagem”, teve um azar do caraças, pois inadvertidamente deve ter estado nalgum congresso de pessoas com este distúrbio.

A outra hipótese, quanto a mim, a mais provável, será o facto de a “sondagem” ter sido já efectuada nos moldes recentemente aprovados como método de trabalho pelo parlamento da Madeira, e que prevê que a opinião de um dos deputados valha a representação de vinte e cinco dos seus pares.

 A respeito desta forma peculiar de estabelecer a proporcionalidade, aprovada pelo parlamento madeirense, posso-vos dizer que devo ter passado por doidinho, pois tomei conhecimento da mesma pelo rádio enquanto conduzia, e fartei-me de rir que nem um perdido, mais uma pérola do “beto maluco”.

Apesar de todos os sacrifícios, eis que mais uma agência de rating, vem considerar Portugal “LIXO”, enquanto Merkel e Sarkozi, lançam a ideia de alterações aos tratados da união europeia de forma a reforçar a posição dos seus países sobre os restantes,(tal como nos anos 40) e agravar as medidas que penalizem os membros não cumpridores.(para quando os campos de concentração).

Por fim uma palavra sobre o ministro da economia e alguns secretários de estado, e a atitude louvável do primeiro-ministro, de atribuir o subsídio de alojamento a estes senhores, na realidade é um acto piedoso, que vem pôr fim a uma existência pouco digna a que o “alvarinho” se vinha a sujeitar, a dividir com dois indigentes umas águas furtadas, de um prédio degradado no mal frequentado Cais de Sodré.

Tenham moral, se o tempo é de sacrifícios, o exemplo deve partir de quem governa, será que a “ratazana canadiana”, não ganha o suficiente para alugar um apartamento?

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