Intendente

20-11-2011 14:46

 

As novas instalações da câmara de Lisboa no Intendente e a sua envolvência, devem estar a provocar ao autarca de Lisboa, graves distúrbios de personalidade, ou isso ou o espaço que partilha no programa “A quadratura do Circulo”, com Pacheco Pereira e Lobo Xavier, está a afectá-lo, estando estes últimos a exercer, uma influência nefasta sobre o António Costa.

Na realidade as propostas de António Costa, em taxar os combustíveis nos concelhos limítrofes da capital, mais parece uma ideia saída da cabeça do “Alvarinho”, de acordo com o autarca de Lisboa, a verba apurada seria utilizada no apoio aos transportes públicos, e serviria de desincentivo á utilização do transporte privado.

Vejamos se por acaso não tivéssemos no maior aperto financeiro de que á memória, se porventura não estivessem já os cidadãos em geral e os lisboetas em particular, (não existe forma de sair da capital sem pagar portagem) sujeitos ao pagamento de uma carga de impostos, que já ultrapassou em muito o comportável, se estas não fossem as condições actuais, as medidas propostas por António Costa, pelo alcance das mesmas, na perseveração do ambiente e poupança de energia eram louváveis e atendíveis, no contexto actual são só mais umas cujo resultado é agravar o custo de vida das pessoas.

Se juntarmos á inoportunidade, das medidas do edil de Lisboa, o ataque que está a ser efectuado á mobilidade das pessoas, através da reestruturação que a “ratazana canadiana” quer efectuar, nos transportes públicos, temos a tempestade perfeita.

Existem outras formas da edilidade de Lisboa, promover um melhor ambiente, isso passará pela criação de condições, para que as pessoas se fixem verdadeiramente em Lisboa, isso só será possível se conseguirem terminar com a especulação imobiliária. Para quando medidas efectivas da parte da edilidade, que acabem com o êxodo diário que deixa Lisboa sem ninguém como se duma cidade fantasma se tratasse. Poderia António Costa começar pelos inúmeros imóveis propriedade da edilidade, alguns a ameaçar a queda a qualquer momento, e recuperar e colocar os mesmos á disposição de quem os queira alugar, a um preço justo.

Existem inúmeras formas de resolver ou minimizar, o problema causado pelos milhares de pessoas e automóveis que todos os dias entram e saem da cidade de Lisboa, infelizmente a tentação de ir pelo caminho mais fácil é grande, e as medidas tomadas em regra apontam nesse sentido, aposta-se no encarecimento do estacionamento em Lisboa, (os administradores da EMEL, agradecem), constroem-se parques subterrâneos em Lisboa, em detrimento daqueles que se deviam fazer á entrada da cidade de Lisboa, junto dos interfaces de transportes, e onde os “camelos” que todos os dias têm que ir trabalhar podiam deixar os carros.

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