Facebookianices

21-11-2011 20:25

 

O criador do facebook, já por diversas vezes tem dito que apesar das inúmeras propostas, não pretende alienar o mesmo e que este irá continuar gratuito. Enquanto utilizador (pouco), das redes sociais, a postura de Mark Zuckerberg, agrada-me quanto mais não seja pela intenção de manter a gratuitidade de algo, convenhamos coisa rara nos dias que correm.

Como já tive oportunidade de referir, não sou grande utilizador nem frequentador das redes sociais, reconheço que estas têm grande impacto e relevância, principalmente junto das camadas mais jovens da sociedade.

Não é por isso estranho que os políticos, na ânsia de se manterem actualizados, procurem e usem, estes meios para intervirem junto da sociedade, existem no entanto no meu ponto de vista alguns limites que não devem ser ultrapassados, por exemplo o Aníbal quando pretende abordar temas na condição do cargo que ocupa, deve procurar outros canais mais sóbrios e próprios para o fazer, até porque nem todos os portugueses têm acesso a estes canais.

Algo que também seria de todo desnecessário, são as ladainhas do “jovem de Massamá”, a utilizar as redes sociais para “pedir aos portugueses para continuarem a acreditar”, mas a acreditar em quê? Naquilo que ele advoga agora, ou no que defendia aquando na oposição ao “Pinóquio”? Em que devem os portugueses continuar a acreditar?

Milhares de perguntas como estas, também foram postadas na página do promissor primeiro-ministro, não obtiveram no entanto qualquer resposta, por um motivo muito simples, nem tão pouco ele saberá a resposta às mesmas, não depende dele, como também não dependia dos que o antecederam, e é neste ponto que aquilo que estes senhores estão a fazer é verdadeiramente odiável, deviam informar de forma clara os cidadãos que apesar de todos os sacrifícios, não existe qualquer garantia de que estes sirvam para algo, para além do empobrecimento generalizado dos cidadãos.

Tal como Ana Isabel Albergaria, que segundo Passos lhe terá pedido ajuda, e que tal como a maioria dos portugueses, utilizava os subsídios, agora esbulhados para fazer frente a despesas específicas e certas todos os anos, também eu fazia o mesmo se bem que ainda continuo ao contrário da minha concidadã a tomar banho todos os dias, e não dispensei a mulher-a-dias, pois nunca me pude dar a esses luxos.

Ironias á parte, acho francamente deplorável a utilização das redes sociais, por parte dos políticos, principalmente quando estes têm a pretensão de nos fazer acreditar, que compreendem as dificuldades criadas, e pior ainda quando nos querem fazer acreditar que estão minimamente preocupados com isso, por mim senhor Passos pode dar melhor utilização ao seu tempo, talvez a fazer algo verdadeiramente útil aos portugueses.

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