Incompreensível Continência

04-11-2011 21:07

 

António José Seguro propôs e a comissão política nacional do PS, aprovou a abstenção como sendo o sentido de voto do orçamento do estado, tanto na generalidade como na votação global do mesmo.

A justificação do secretário-geral do PS, fica a dever-se segundo o mesmo á tentativa de manter o partido socialista no universo da credibilidade. Nem sequer vou perder tempo a tentar destrinçar o alcance ou o significado desta expressão.

O actual líder socialista tem um grave problema em mãos, se por um lado houve a tentativa natural de se desmarcar das políticas do anterior executivo, assumindo agora publicamente as críticas privadas que sempre vez ao Sócrates, defendendo uma viragem á esquerda, na política a seguir pelo PS, perde aqui uma boa oportunidade de iniciar essa mudança.

Na prática esta propalada viragem é esquerda, não passou de uma mudança de símbolo, deixando cair a rosa, retornando ao velhinho punho, convenhamos muito pouco. Se é verdade que de alguma forma o partido socialista, estava vinculado a um acordo com os organismos internacionais, em forma de memorando, assinado pelo anterior executivo, não é menos verdade que as medidas de austeridade que tem sido aplicadas ao povo português, ou não estavam previstas no memorando, ou se estavam foram antecipadas com grave prejuízo para os cidadãos.

Se a isto juntarmos o facto de que o próprio memorando, já foi alvo de uma revisão, e que ao que consta o PS, não foi ouvido nem achado no assunto, é estranho que o senhor Seguro mesmo assim se sinta condicionado no seu sentido de voto.

Na realidade este partido socialista e o seu actual líder, não têm qualquer significado nem peso político na sociedade portuguesa, um porque perdeu a sua essência que está nas bases, junto do povo, outro porque é um líder a prazo que na cegueira provocada pela pressa de chegar ao topo (sonho de qualquer jotinha), nem sequer percebeu qual era o comboio que estava a apanhar. Certamente que se fosse hoje esperaria pelo próximo, tal como outros habilmente fizeram.

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