Brincar ao Quarto Escuro

04-12-2011 14:55

 

Recordam-se da discussão do último orçamento de estado, lembram-se certamente da célebre “guerra de almofadas” que envolveu o executivo e o líder do “maior” partido da “oposição”.

O ponto da discórdia era se existia ou não folga suficiente, para o referido orçamento de estado, ser menos penalizante, centrando-se essa discussão em torno do corte dos subsídios férias e natal dos funcionários públicos. De acordo com as (confusas) hostes socialistas, existia formas de amenizar as medidas previstas e não cortar um dos subsídios, já para o Pedro e a sua coligação não havia almofada alguma que safasse os referidos do extermínio previsto.

Posteriormente veio o Pedro com uma cirúrgica alteração, majorando os valores a partir dos quais, os subsídios iriam efectivamente “com os porcos”, e como nota de rodapé, fazia notar que tal ponderação, tinha como objectivo satisfazer os que haviam contestado a justiça social das medidas (Aníbal incluído), de acordo com o Pedro não se trata porém de nenhuma almofada, (nem sequer apoio para a cervical).

Esta cronologia não tem o objectivo de vos maçar, mas situar devidamente as questões, e porquê? Porque ao que parece afinal sempre havia “travesseiro”, e não uma almofada.

Ficamos a saber numa das inúmeras entrevistas em que Pedro se tem desdobrado nos últimos, (segundo consta está prevista a presença do ilustre na noite de nomeações da “casa dos segredos”, bem como nas “tardes da Júlia”), que afinal existe uma folga de 2,000 milhões de euros, para apoiar a economia, não esclarecendo no entanto de onde resulta essa “almofada”, nem como se vai processar esse apoio, e em que consiste o mesmo?

Em relação a toda esta trapalhada, e á duvida que persiste em relação aos cortes dos subsídios, e á postura do senhor Silva, se vai ou não solicitar ao tribunal constitucional, que se pronuncie sobre os mesmos, só nos resta aguardar expectantes.

Das entrevistas do Pedro, é de realçar que segundo o mesmo não existe uma colagem (vassalagem), às posições de MERKEL, mas sim uma coincidência de opiniões, e de pontos de vista. Não deixa de ser curioso que alguém que está prestes a morrer afogado, consiga ter o mesmo ponto de vista de quem detêm o poder de decidir, a forma como vai efectuar o salvamento, ou até mesmo se o vai efectuar. O que o pequeno de Massamá disse foi mais ou menos isto, desta vez no debate do orçamento brincamos á “guerra de almofadas”, num futuro próximo iremos provavelmente “brincar ao quarto escuro”, é caso para dizer “organizem-se”. 

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