As 50 Melhores do Mundo

29-11-2011 21:27

 

A vida é feita de contrastes, existem sempre diversas abordagens possíveis, e pontos de vista distintos sobre a mesmíssima matéria, é a tal perspectiva a que alguns, leva a afirmar que o copo está meio cheio e outros de que o mesmo copo está meio vazio.

Copos á parte, esta diversidade de opiniões é extremamente salutar, senão vejamos, enquanto as agências de rating consideram a capital de Portugal, lixo eis que vem agora um outro estudo desta feita executado por uma consultora internacional de gestão e investimentos de seu nome MERCER, colocar Lisboa entre as 50 cidades melhores cidades do mundo para se viver.

Não deixa de ser fantástico que de acordo com o ranking divulgado, Lisboa fique á frente de cidades como Madrid, Roma, e Los Angeles. Mas mesmo surpreendente é o facto de estarem em jogo critérios de condições de vida que englobam o ambiente social, politico, económico, cultural, passando também por factores médicos e sanitários, para além da educação e habitação.

Ou seja tudo aquilo que em regra define um país desenvolvido, serviu para considerar a capital de Portugal, uma das melhores entre as 221 cidades mundiais em análise para viver, no que respeita á segurança de pessoas e bens, a nossa capital aparece em 47º lugar à frente de cidades como Paris, Londres e Washington.  

Infelizmente este também é o tipo de estudo, que pouco ou nada acrescenta ao estado actual da economia do país, servindo apenas para contextualizar devidamente o nível de desenvolvimento atingido na relação com o endividamento actual do estado, e que apesar dos desequilíbrios existentes comparativamente com outras cidades portuguesas, nos deixa a convicção que nem tudo o que se fez até agora é necessariamente mau.

O estudo em questão tem também o sabor amargo de uma realidade que atendendo às medidas que estão a ser implementadas, dificilmente se voltará a repetir, pois a consequência natural da austeridade que nos está a ser imposta pelo eixo franco-alemão, é a inevitabilidade da regressão em muitos dos parâmetros agora positivamente avaliados.

Esta a verdadeira questão que se impõe hoje, será que o caminho que nos está a ser apontado e que os nossos “governantes”, seguem como se de um GPS se tratasse, nos irá levar ao destino pretendido, não deixa de ser curioso que na semana que decorre, houve vozes de quadrantes políticos tão distintos como a de Freitas do Amaral, ou Mário Soares, a denunciar o objectivo mais que assumido da aberração politica já por alguns apelidada de MERKOZI, em condicionar em definitivo os orçamentos dos restantes parceiros da união europeia.

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