Petas

09-10-2011 15:23

 

Ficou conhecido na semana que passou, o PET(A) (plano estratégico transportes), apresentado pelo senhor ministro da economia. A apresentação do referido plano foi rodeada de bastante polémica, sendo contestado pelos deputados da comissão parlamentar, o facto do PET(A), não ter sido previamente distribuído pelos presentes.

Após muita peixeirada e ameaças de abandono da comissão por parte de alguns deputados, o criador do PET(A), lá se dignou a entregar o documento, aliás é estranha a resistência do senhor ministro, uma vez que na noite anterior, o “anão de jardim”, no seu apontamento de orientação política que mantêm, no canal de Queluz de baixo, já tinha divulgado a tal PETA.

Efectivamente não é a primeira vez que o “sopinha de massa”acerta em cheio, antecipando as medidas do governo, levando-nos a uma das duas hipóteses, ou o “porta-chaves”, tem informação privilegiada, o que é grave, ou então fazendo uso da sua estatura, ou falta dela anda enfiado nas tubagens do ar condicionado á escuta de novidades.

Rapidamente se percebeu, o porquê de tanta relutância do senhor Petas, em mostrar aos seus pares a treta de plano por si traçado, o tal PET não é mais do que a preparação do sector dos transportes, no sentido de que o mesmo fique apetecível para o mercado privado.

Aquilo que o “ratatui da economia” (as minhas desculpas á personagem animada), entende como redundância, na oferta de transporte públicos, são alternativas e complementaridades entre redes de mobilidade distintas, e na falta das mesmas, era obrigação do executivo regular nesse sentido.

Infelizmente nesta como noutras matérias, este governo aproveitando a crise internacional e o reflexo desta na economia do pais, usa tal facto como pretexto para aplicar uma ideologia ultra liberal, que visa simplesmente acabar com tudo o que tenha algum cariz social, e entregar aos capitais privados a exploração de serviços públicos que nunca deviam sair da esfera do estado. Exemplo flagrante do que afirmo é a fusão da Transtejo com a Soflusa, que a verificar-se a privatização prevista do sector, irá colocar nas mãos de alguém o exclusivo das travessias fluviais do Tejo, sem qualquer concorrência.

Muitos de vós estarão a pensar, que os que tomam estas medidas viram as mesmas legitimadas nas urnas, pelo voto dos cidadãos. Também aquele que cometeu o maior genocídio da história mundial, viu sufragada a sua eleição pelos votos livres do povo alemão, curiosamente também a tenebrosa personagem, escreveu um livro que seguia, como se uma bíblia se tratasse (Mein Kampf), a analogia efectuada é também valida para a forma em como defende as suas convicções.

Talvez por defeito meu reconheço mas o facto é que, facilmente consigo imaginar a “ratazana canadiana”, a envergar um uniforme do terceiro Reich.

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