Delirios de um Coelho

26-10-2011 19:30

Tinha prometido a mim mesmo que não voltaria a falar deste assunto, no entanto atendendo á natureza do vosso primeiro-ministro, que fazendo jus ao nome passa a vida aos pulos, e a cada pulo dado deixa cair uma justificação pior que a anterior, de acordo com aquela cabecinha pensadora, o subsídio de férias e de natal, que se propõe a cortar aos funcionários públicos, é para o bem deles próprios.

Senão vejamos a ultima justificação dada, foi de que ao não pagar estes subsídios, não estará a encaixar receitas mas sim a poupar na despesa, logo é um favor que está a fazer, pois o que iriam os funcionários públicos fazer com aquelas despesas? Assim não têm esse problema o Coelho já o resolveu.

Ficamos assim a saber que para além de uns monstros, com imensas gorduras, aquilo que lhes é pago, e que lhes serve para cumprir as obrigações assumidas, não é mais que uma despesa.

Ficara-lhe bem assumir de uma vez por todas, que o que o move contra os serviços públicos, é acima de tudo uma questão ideológica, e que o alvo escolhido assenta numa estratégia fraccionária, que visa dividir os portugueses, com a lógica de quem não vota em mim, não conta.

Mais uma vez reforço que não sou funcionário público, nem tenho qualquer interesse pessoal, tenho sim a convicção de que os serviços públicos são um pilar estratégico da nossa sociedade.

Outro que devia ser também um pilar estratégico da nossa democracia, reuniu ontem a pedido do mais alto magistrado da república, confesso não deixa de ser confrangedor, ver no conselho de estado personagens que têm lugar cativo nos canais televisivos, aonde verberam diariamente opiniões tendenciosas, pagas a peso de ouro, gente com responsabilidades governativa nos últimos trinta anos, gente que fala como se nada tivessem a ver com a situação económica actual do país.

Outro aspecto relevante do nosso digníssimo conselho de estado é que a esmagadora maioria dos digníssimos conselheiros, recebem subvenções vitalícias.

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