Mudar de Vida

24-10-2011 20:00

Costuma o povo dizer que “Albarda-se a besta á vontade do freguês”, isto da sabedoria popular em regra não falha, senão vejamos se fosse possível recuar cerca de seis meses no tempo, certamente encontraríamos o agora ministro dos negócios estrangeiros a brandir a bandeira da preocupação com as famílias portuguesas, com a carga de impostos a que as mesmas já estavam sujeitas.

O carismático líder do CDS-PP, esforçava-se para aparecer em tudo o que era canal televisivo, mostrando grande preocupação com as pequenas e médias empresas, quem é que não se recorda dos raides do “Paulinho das feiras”, às gasolineiras junto á fronteira com Espanha, onde fazia aquele número “populacho”, muito a seu gosto, da diferença dos preços dos combustíveis entre os dois países.

Onde é que anda esse Paulo Portas, o que pensará ele da continuidade dos PEC`s agora acompanhados com “coelho”, ainda estará preocupado com as famílias portuguesas e a sua asfixia com a carga de impostos a que estão cada vez mais sujeitas, quando ele defendia exactamente o contrário na oposição ao “Pinóquio”.

 Pelos vistos o “Paulinho das feiras” do beijo fácil na peixeira, o “Paulinho das feiras” freguês assíduo dos mercados, ombro amigo dos agricultores, deu lugar ao distintíssimo senhor ministro dos negócios estrangeiros, diplomata de causas mais nobres que preenchem por completo a sua agenda política, sujeito a viagens contínuas (em classe económica), com grande desgaste pessoal. Pois é o ex “Paulinho das Feiras” anda como peixinho na água, mesmo como gosta, melhor só se recuarmos aos tempos da universidade Moderna, quando se fazia passear de jaguar pelas ruas de Lisboa, às custas da U.M., que graças à gestão danosa teve o destino que todos sabemos.

Mudando de assuntos, mas mantendo a indignação própria de quem apesar de consciente da realidade politica do nosso país, não pode deixar-se de surpreender.

O senhor Miguel Macedo, ministro da administração interna, veio anunciar que vai renunciar ao subsídio de alojamento, que por lei terá direito. Exactamente o mesmo direito que assiste á generalidade dos portugueses e funcionários públicos, alguns deles sob a alçada do seu ministério, em receber o subsidio de ferias e natal, que viram ser-lhes roubado.

Diz ainda o digníssimo, que opta por tomar esta atitude, pois não pretende alimentar polémicas, nem perder tempo com assuntos menores. O ilustre governante só vai renunciar ao que afirma ser seu, por direito, pelo simples facto de que a imoral alcavala, foi tornada publica.

No meu modesto ponto de vista, até mesmo nas circunstâncias em que os visados, não tenham residência em Lisboa, atendendo aos sacrifícios pedidos aos cidadãos, deveriam abdicar dos 1.400€, que tão habilidosamente cozinharam para assim aumentar o esbulho que fazem ao estado.

Deixo a pergunta, quantas mais benesses e alcavalas do género, têm usufruído estes pulhas ao longo dos anos? São este tipo de moralidades que conduziram á inevitabilidade do Portugal que alguns criaram e outros merecem.

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