Moedas na Cristas

28-09-2011 19:45

Ao que parece demorou, mas finalmente chegou lá, segundo o “carlitos dos trocos”, a situação actual bem como a perspectivada para o ano de 2012, é decorrente da conjectura internacional, e apesar de todos os “PEC`S á moda do Passos”, teremos uma recessão acima dos 2,5%.

O tardar em tirar estas conclusões diria que é um processo pouco natural, mesmo tendo em conta a naturalidade do “carlitos”, pois apesar do ritmo naturalmente pausado dos alentejanos, seria suposto o rapazinho já ter chegado a esta conclusão mais cedo (sei do que falo sou casado com uma alentejana).

Outro assunto que ainda vai fazer correr muita água, é a pretensão reiterada do governo em privatizar as águas de Portugal, de acordo com a inestimável Cristas, o pretendido não é privatizar a água mas sim a gestão deste bem.

Perante esta afirmação, temos duas hipóteses, ou a senhora ministra Assunção Cristas, é manifestamente mal formada por natureza, ou as afirmações proferidas foram após o almoço e a senhora não bebeu certamente água.

De acordo com a digníssima ministra, a privatização em causa terá o efeito de provocar o aumento do preço de tão essencial bem (terá chegado a esta conclusão sozinha, ou teve ajuda), não com motivações mercantis, mas sim com a intenção de moderar e disciplinar o uso da água. Como se tal não fosse possível mantendo a estrutura actual, como se não houvesse situações em que o estado se isenta de legislar no sentido de terminar com abusos inusitados, como por exemplo a construção de jardins públicos recorrendo a espécies vegetais e extensos relvados, cuja manutenção requer elevados recursos hídricos.

A eventualidade da tarifa actual, não cobrir os custos de captação da água, e a necessidade de efectuar acertos de modo a homogeneizar as diversas tarifas verificadas em diversos pontos do pais, não é justificação para colocar nas mãos de entidades privadas um bem que é de todos, tendo a consciência clara que a privatização da água, não garante a resolução de nenhum dos problemas que afecta o sector e nos países em que tal medida foi implementada, houve pura e simplesmente um acréscimo tarifário.

No entanto e embora a tomada de todas estas iniciativas que visam privatizar e entregar a alguns aquilo que devia ser de todos, e que terá como resultado a oneração de mais um bem essencial, é o culminar de cem dias de governação de medidas que na sua esmagadora maioria, vão no mesmo sentido, e pasme-se de acordo com o barómetro da markteste/TSF/, 47% dos portugueses inquiridos, estão satisfeitos com a governação, pelo que se pode concluir que a mudança de governo não contribuiu em nada para a diminuição do masoquismo em Portugal, e como diz o povo em equipa que ganha não se mexe, pelo vistos “o mais africano de sempre”, vai no bom caminho.

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