Claro Que Eles Gostam

16-10-2011 16:00

 

O momento que o mundo atravessa, nomeadamente os países que fazem parte da união europeia, é grave e devia ser dada uma resposta clara e concreta, por parte dos responsáveis europeus.

Na ausência dessa resposta, e na onda do turbilhão da especulação, e da má fé existente dos mercados de capital, que visam o lucro através de taxas de juro de usura extrema, existem também alguns empresários que vêm nesta crise, uma oportunidade de tirarem proveito da mesma, como se de abutres se tratassem, a voar sobre cadáveres a agonizar.

Sou franco, já tenho poucas palavras para descrever a revolta que sinto, e por vezes até receio os pensamentos que me assaltam, creio que perante estas posturas, despidas de totais pudores e de uma bestialidade sem precedentes só caberá aos que sobrevivem do seu salário, passarem das palavras aos actos, e mostrarem a estes filhos de uma senhora, que em má hora terá aberto as pernas para os trazer ao mundo, que a crise existente não pode ser pretexto, para revogar tudo aquilo que são os valores e as conquistas de muitos anos, e que nos aproximaram, da generalidade dos países da OCDE.

Basta de tentativas vis de subjugar, através da chantagem imoral os trabalhadores, quando na realidade, para muitos destes “patrões de merda”, o que efectivamente está em causa, é ainda o acerto de contas da revolução de Abril. Pena foi que nesta revolução não tenha havido mais sangue e menos cravos, a actualidade seria certamente diferente.

Passo a transcrever algumas das conclusões de alguns destes “patrões”, acerca das medidas previstas no OE para 2012, as mesmas falam por si!

“Passos Coelho deveriam ter sido mais ambicioso no aumento da carga horária aplicada ao sector privado. Medida que os empresários contactados pelo Diário Económico preferem à redução da taxa social única (TSU). Reorganizar os feriados e cortar no subsídio de férias e de Natal do sector público também são decisões acertadas.”

"Talvez pudéssemos ter ido mais além e ter chegado a uma hora" de trabalho extra, diz Pires de Lima, presidente da Unicer, que defende ainda o corte nas férias e a reorganização dos feriados. "Aumentar a carga horária em meia hora é suportável, vai aumentar a competitividade e a produtividade", reforça Pires de Lima, em sintonia com as ideias defendidas por Passos.

João Costa, presidente da Red Oak, acredita que esta é uma boa alternativa a mexer na TSU e que este "é um esforço que qualquer pessoa está capaz de fazer". Uma posição semelhante a de António Mota, presidente do grupo Mota-Engil: "Não tive oportunidade de ouvir o discurso do primeiro-ministro, mas parece-me bem que se aumente a carga horária. Nós trabalhamos pouco".

Como podem constatar, a grande maioria do patronato, aplaude e alguns até são da opinião de que o governo devia ir mais longe.

 O que a maioria destes pulhas gostariam, era de poder substituir os trabalhadores portugueses, por paquistaneses, ou indianos, a dormir num contentor das traseiras da fábrica.

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