AIP CIP e Outras Cenas Tóxicas

10-10-2011 19:15

Temos assistido de forma continuada e com total despudor, á tentativa de subjugar os trabalhadores, á vontade do capitalismo, representado pelas suas associações.

Agora foi a vez do senhor José Eduardo Carvalho, vir a publico defender em nome da AIP, (associação industrial portuguesa), alterações á constituição portuguesa, no âmbito da legislação laboral. De acordo com o cavalheiro, já toda a gente terá percebido que a rigidez do mercado de trabalho é um dos factores mais adversos à competitividade das empresas, e um dos principais obstáculos ao crescimento do investimento estrangeiro.

Defende o energúmeno, que uma das iniciativas que deviam ser tomadas de imediato, em substituição da TSU, passaria pelo aumento da carga horária laboral, e eventuais cortes salariais.

Com propostas no mesmo sentido, com elevados valores patrióticos veio o digníssimo economista, o senhor Campos e Cunha, sugerindo também uma diminuição do tempo de férias.

É chocante e chega a raiar a obscenidade, a facilidade com que estes senhores vêm a publico defender o condicionamento da vida dos outros, pois na deles efectivamente nada se passa. A titulo de exemplo o senhor Campos e Cunha, deixou de fazer parte da AG do BANIF em 25.05.2011 e em 28.05.2011, tomava posse na presidência do concelho fiscal do SANTANDER TOTTA, ou seja em apenas três dias conseguiu mudar de “emprego”, deve ser esta flexibilidade que o senhor presidente da AIP, quer ver aplicada a todos os portugueses.

Efectivamente estes senhores deviam, era ter vergonha, e algum pudor quando falam de pessoas que sempre trabalharam, e fazem grandes esforços em manter os seus agregados familiares, com os ordenados miseravelmente baixos, quando comparados com a média europeia. Se é verdade que sem empresários não há mercado de trabalho, não é menos verdade que sem trabalhadores, não existem empresas, nem crescimento económico.

 Muitos dos empresários que agora solicitam mudanças do código laboral, receberam milhares de euros de apoios comunitários a fundo perdido, no tempo do “sábio de Belém”, e aplicaram-no em tudo menos, na modernização das suas empresas e na formação dos seus colaboradores.

Estranhamente desde sempre que é no sector dos quadros médios altos das empresas nacionais, que a diferença salarial é menor em relação, á media europeia, e em inúmeras situações os vencimentos auferidos acrescidos das respectivas alcavalas, são até superiores aos praticados nos países europeus.

Já algum de vós ouviu algum destes filhos da ……………referir que uma das medidas que supostamente poderia ser tomada, era eventualmente baixar ou cortar a remuneração de um concelho de administração de uma qualquer empresa? Como é óbvio não!

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