A Triste Realidade

10-10-2011 22:34

 

A serem verdade as conclusões, da comissão nacional do rendimento social de inserção, de que cerca de 67 mil beneficiários, do RSI têm diverso património mobiliário, entre depósitos bancários a prazo, acções e contas poupança reforma, é a total falência do estado enquanto agente regulador e fiscalizador dos apoios sociais a quem realmente necessita deles.

Se a estas conclusões juntarmos a pretensão, já declarada do governo em extinguir a referida comissão, estaremos eventualmente na eminência do fim do apoio, que para muitos agregados familiares é o único recurso que ainda possuem.

 Infelizmente a condição humana é algo que escapa a qualquer raciocínio lógico que se procure estabelecer, sendo o abuso ou o Chico-espertismo lusitano, na maioria das vezes associada á condição latina, do nosso povo.

Em regra esta é a explicação dada para justificar os comportamentos incorrectos e totalmente desajustados de muitos cidadãos, que se comportam como autênticos animais, infelizmente temos o defeito de procurar justificar as atitudes injustificáveis, daqueles que mais de perto lidam connosco, com exemplos de posturas também reprováveis de muitos dirigentes políticos, que viram na carreira política uma forma de se servirem, quando a ideia era servir a causa social, existem inúmeros exemplos infelizes destas situações, a autarca Fátima Felgueiras, ou mais recentemente o senhor Isaltino Morais, que apresentam um razoável património adquirido durante o período em que supostamente deviam servir os seus eleitores.

Infelizmente são os próprios eleitores a contribuir para o branqueamento de tais situações, continuando a eleger aqueles que já deram provas inequívocas de falta de seriedade, não se apercebendo que com esta atitude estamos a dar o pior exemplo possível aos nossos filhos.

Esquecemo-nos que alguns desses políticos no futuro poderão ser os nossos filhos, e que a mensagem e o exemplo que lhes dermos será fundamental para a sua vida futura, mais uma vez iremos colher aquilo que semearmos.

Atendendo ao momento difícil que atravessamos, associado á tendência manifestada deste governo em cortar de forma cega ao mesmo tempo que revela uma propensão paranóica para a pratica de uma caridade social, baseada na politica dos coitadinhos, em substituição de uma ajuda social para os que na realidade necessitam da mesma, não abdicando no entanto daquilo que na maioria dos casos é a única coisa que lhes resta, a dignidade.

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