A Matilha

23-10-2011 14:25

 

Surpreendido pelas críticas do “sábio de Belém”, aquele que muitos de vós escolheram para acabar com o que resta da nossa democracia, decidiu ressuscitar uma expressão do mais alto magistrado da república, aplicada exactamente pelo próprio, ao olhar para os parasitas que o rodeavam á data, apercebendo-se então daquilo que tinha criado.

Obviamente que o “monstro” de que em tempos o senhor Silva falava, nada tem a ver com este “monstro” agora rebuscado á pressa por aquele, que sabe ao que vem, e verdade seja feita, nunca o escondeu, sendo desde sempre transmitido aos portugueses, que os senhores que nos (des)governam, não iriam deixar pedra sobre pedra.

É certo que a situação actual, pela sua gravidade merece uma resposta é altura, não só pelo governo da republica, mas principalmente pela zona euro, infelizmente o que temos assistido é a continuidade, da politica do Sócrates, com os PECS mas agora á “moda do Passos”, senão vejamos o “Pinóquio”, tinha a habilidade de dividir para reinar, fomentava o confronto dos pais contra os professores, do povo contra os agentes judiciais, hostilizava os médicos (ás vezes com razão), e desta maneira, lá se ia safando e não fosse a crise internacional, e certamente ainda teríamos o “Pinóquio” ao leme de Portugal.

O “Ken de Massamá” é  de raciocínio mais simples, pelo menos por agora, a ideia consiste em colocar todos os cidadãos contra os funcionários públicos, como se o extermínio destes fosse a solução de todos os males que nos assolam. O monstro de que fala o gajo que actualmente mora em São Bento não é mais que o funcionalismo público.

Na realidade o objectivo ideológico destes ultra liberais de merda, em que muitos de vós votaram, é a única política que se propõem a aplicar, e a mesma assenta em despedir pessoas para tornar apetecível a privatização, temos o exemplo dos transportes públicos, em que a “ratazana canadiana”, detentora do pelouro, assumiu que vão efectivamente ocorrer despedimentos de pessoas, com o objectivo único de entregar a exploração dessas empresas aos privados, enquanto transmitem para a opinião publica que a ideia é cortar nas despesas e acabar com as regalias(por vezes fantasiosas) dos trabalhadores dessas empresas.

Na mesma lógica vêm os ataques ao serviço nacional de saúde e seus agentes, mais uma vez na linha orientadora, de que o estado deve ter cada vez menos peso, também neste sector, devendo muitas das responsabilidades, que agora detêm passarem para as misericórdias e outros privados.

Objectivamente o monstro do Passos são os funcionários públicos, e tudo aquilo que ideologicamente os mesmos representam, objectivamente o que estes senhores procuram é com a justificação da crise, aplicarem a agenda ideológica obscena que detêm e que vinca a convicção política da maioria dos seus ministros. 

Esta brincadeira  de acabar com o monstro, não deixa porém de ser perigosa, é facil despedir trabalhadores do metro e da carris, já bulir com os militares e com as forças da ordem, não é propriamente a mesma coisa, que mandar enfermeiros contratados a prazo ou a recibos verdes para o desemprego. 

São estes pormenores,(pormaiores) que podem tornar a brincadeira do jovem Coelho, com os monstros por ele criados, uma coisa muito séria.

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